O ano letivo da rede estadual de São Paulo começou nesta segunda-feira (2) com a implantação do modelo cívico-militar em 100 escolas estaduais, distribuídas por 89 municípios. Na Região Oeste da Grande São Paulo, oito unidades passaram a adotar o novo formato, localizadas em seis cidades, entre elas Osasco, Barueri e Carapicuíba.
As escolas fazem parte de um projeto do Governo do Estado que também contempla unidades na capital, em outras cidades da região metropolitana, além do litoral e do interior paulista. A escolha das instituições ocorreu após consulta pública com as comunidades escolares, envolvendo pais, responsáveis, alunos com mais de 16 anos e profissionais da educação.
Segundo a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, tiveram direito a voto pais ou responsáveis por alunos menores de 16 anos, estudantes a partir dessa idade, além de professores e demais integrantes das equipes escolares. A adesão ao modelo foi definida após três rodadas de votação realizadas ao longo de 2025.
Como funciona o modelo cívico-militar
As escolas cívico-militares mantêm a carga horária regular, seja parcial ou integral, e seguem integralmente o Currículo Paulista, além das avaliações e projetos pedagógicos definidos pela Secretaria da Educação. O diferencial do modelo é a atuação de policiais militares da reserva, que exercem a função de monitores.
Esses profissionais não atuam como professores, mas dão apoio nas áreas de segurança, disciplina, acolhimento e promoção de valores cívicos dentro do ambiente escolar. A gestão pedagógica e administrativa das unidades permanece sob responsabilidade do diretor nomeado pela Secretaria da Educação.
De acordo com o governo estadual, os monitores foram selecionados por meio de análise de títulos e documentos, passando por avaliação de uma banca específica. Eles também serão avaliados periodicamente por diretores e alunos, além de participarem de processos semestrais de avaliação de desempenho.
Capacitação e acompanhamento
Os policiais da reserva que atuam nas escolas são obrigados a participar de um curso de capacitação com carga mínima de 40 horas, promovido pela Secretaria da Educação em parceria com a Secretaria Estadual da Segurança Pública. A formação inclui temas como regimento interno, psicologia escolar, desafios do ambiente educacional, cultura de paz e segurança escolar.
Segundo o secretário estadual da Educação, Renato Feder, a distribuição das escolas levou em consideração critérios sociais. “Optamos por distribuir as unidades em todas as regiões do Estado e em municípios com índice de desenvolvimento humano abaixo das médias estadual e nacional”, afirmou.
Regimento interno
Para as escolas cívico-militares, foi elaborado um regimento interno específico, com regras voltadas à convivência, respeito mútuo e responsabilidade. De acordo com o guia, a disciplina prevista no modelo não representa restrição à liberdade de expressão, mas o uso consciente dessa liberdade em favor do bem coletivo.
A orientação é que as normas sejam aplicadas de forma equilibrada, sem rigor excessivo ou permissividade, com foco na formação integral dos estudantes e na construção de um ambiente escolar saudável.
Resultado das consultas públicas
Ao final das três rodadas de consulta pública, 132 comunidades escolares aprovaram a implantação do modelo, quatro rejeitaram e 166 não atingiram o quórum mínimo necessário. Com isso, 100 escolas iniciaram o ano letivo de 2026 como cívico-militares.
Escolas cívico-militares na Região Oeste da Grande São Paulo
Osasco
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Professor Gastão Ramos
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Rosa Bonfiglioli
Barueri
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Professor Lênio Vieira de Moraes
Carapicuíba
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Basílio Bosniac
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Deputado Salomão Jorge
Vargem Grande Paulista
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Valência Soares Rodrigues
Jandira
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Dorvalino Abílio Teixeira
Jundiaí
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Professor João Batista Curado
A Secretaria da Educação informou que o modelo seguirá sendo acompanhado e avaliado ao longo do ano letivo, com base no desempenho, adaptação e participação das comunidades escolares.
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