Gelso Lima

Uma breve reflexão sobre a questão da moradia e o enfrentamento do déficit habitacional no país

<p>Os Governos Federal e do Estado&comma; nos últimos anos&comma; deixaram de priorizar recursos destinados para a produção de soluções habitacionais que atendam a parcela da sociedade que não dispõe dos recursos financeiros necessários para aquisição de imóveis ou não encontra no mercado financeiro e&sol;ou imobiliário crédito ou produto para atendê-los&period; Os municípios&comma; via de regra&comma; também não têm capacidade financeira para contribuir com essa política&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na contramão da construção de políticas públicas habitacionais para resolver este problema&comma; o que temos visto nos últimos anos é o Governo Federal direcionando recursos do FGTS para financiamento de imóveis de médio e alto padrão&comma; praticamente zerando os recursos para produção habitacional de baixa renda&period; Entendo que inverter essa ordem e diversificar as possibilidades de soluções para a moradia pode e deve ser uma discussão e consequente luta do mandato de deputados estaduais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para se ter uma ideia&comma; o governo do Estado&comma; através da CDHU – Companhia de Desenvolvimento Urbano e Habitacional do Estado de São Paulo&comma; atualmente só constrói no interior de São Paulo&period; Ocorre que a maior concentração de população e os maiores déficit habitacionais estão concentrados na região Metropolitana&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Como agravante&comma; a situação dos assentamentos precários &lpar;favelas&comma; cortiços&comma; etc&rpar; foi abandonada pelo Governo Federal&comma; que nos últimos dois anos não contratou projeto novo de urbanização e&sol;ou requalificação&period; Nesse período&comma; vem precariamente tocando as obras e projetos contratados pelo Programa de Aceleração do Crescimento 1 e 2&comma; com pouco e inconstante fluxo de recursos&comma; o que dificulta que municípios e estados concluam esse projetos&period;<br &sol;>&NewLine;Diante deste cenário&comma; o que poderia ser feito&quest;<&sol;p>&NewLine;<p>-Garantir que se mantenha o atual percentual de 1&percnt; de investimento da CDHU e buscar sua ampliação para Política Habitacional de Interesse Social&period;<&sol;p>&NewLine;<p>-Promover&comma; incentivar e auxiliar os municípios na sua capacidade político administrativa&comma; capacitando equipes técnicas municipais em planejamento e gestão do solo urbano e novas possibilidades de financiamentos locais para soluções habitacionais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>-Transferir para a CDHU o papel de financiador de projetos dos municípios e de entidades&sol;movimentos de moradias que&comma; de maneira geral&comma; constroem mais&comma; melhor&comma; mais barato e mais rápido&period;<&sol;p>&NewLine;<p>-Promover a urbanização de assentamentos precários como forma de qualificar e garantir condições e qualidade de vida a essa população e dar segurança jurídica e titularidade através de regularização fundiária&period;<&sol;p>&NewLine;<p>-Criar um programa estadual de locação social voltado às populações com maior vulnerabilidade sócio econômica&period;<br &sol;>&NewLine;&&num;8211&semi; Criar um programa público de microcrédito para financiar qualificação&comma; melhoria e reformas das moradias em assentamentos precários e em processo de regularização&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&&num;8211&semi; Retomar o programa de construção de moradias para os municípios&comma; movimentos e segmentos organizados interessados em promover a auto construção e&sol;ou mutirão&period;<&sol;p>&NewLine;<p><em><strong>Gelso Lima<&sol;strong> é economista&comma; pré-candidato a deputado estadual pelo Podemos&comma; foi secretário de Governo&comma; Saúde&comma; Assistência Social e Indústria&comma; Comércio e Abastecimento de Osasco<&sol;em><&sol;p>&NewLine;

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