Polícia Civil faz operação contra fraude em TV a cabo e internet em Osasco, Barueri e Jandira

A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) deflagrou na manhã de hoje, 19, a Operação Takedown, uma ofensiva para derrubar um grupo responsável por criar uma  “administração paralela” em duas grandes operadoras de canais e internet por assinatura.

O esquema permitia acesso aos servidores das empresas. Isso possibilitava a captação de novos assinantes e alteração da base de valores dos pacotes.

Os envolvidos faziam uma composição que, em alguns casos, reduzia em 90% o valor lançado no boleto oficial e criava uma linha de pagamento própria, cobrada diretamente do cliente.

A operação está em andamento na cidade de São Paulo e nos municípios de Barueri, Jandira, Mogi das Cruzes e Osasco, num total de 22 mandados de busca e apreensão. Os prejuízos atingem a cifra de R$ 3 milhões.

A Operação Takedown – um terno usado no sentido de derrubar uma grande estrutura – foi preparada a partir das apurações feitas por policiais da 4ª Delegacia DIG (Investigações de Crimes Cometidos por Meios Eletrônicos) durante 12 meses. As investigações chegaram até um esquema cujo ponto de partida é uma firma em Barueri, que oferece soluções de informática. O proprietário, ex-funcionário de alto escalão de uma das operadoras, criou em um servidor próprio uma linha de acesso ao banco de dados dos clientes da antiga empresa. O login e senha permitiam alterar as fichas cadastrais e as mensalidades dos assinantes. Quem se interessava em operar no paralelo desembolsava de R$ 3 mil a R$ 5 mil por um pacote de 15 dias de fraudes.

O esquema atraiu proprietários de firmas especializadas em instalação de equipamentos de televisão e informática, que passaram a oferecer planos mais camaradas das operadoras. Segundo o delegado José Mariano de Araújo Filho, titular da 4ª DIG e coordenador da operação, os envolvidos estavam divididos em três grandes grupos: Núcleo Mogi, Núcleo Osasco e Núcleo São Paulo. Pelo menos 22 pessoas integravam essas células.

Segundo Araújo Filho mesmo assinantes legítimos das empresas eram enganados porque acreditavam que estavam tratando com um representante autorizado que podia fazer as alterações. O delegado também encontrou outro problema. O esquema também podia inserir qualificações falsas de clientes, popular fantasma, gerando um mercado de captação de golpistas os quais teriam acesso a internet para realizar fraudes e dificultando o rastreamento do envolvido.

A operação conta com 132 policiais e 52 viaturas.

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