Após incêndio no Pão de Açúcar, mal cheiro incômoda bairros vizinhos

Após um incêndio de grandes proporções, na quarta-feira, 27/12, no Centro de Distribuição (CD) de produtos refrigerados do Grupo Pão de Açúcar, no Santa Fé, extremo norte, o mal cheiro de carniça se espalhou pelo bairro e região.

Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), mais de seis carretas, totalizando aproximadamente 75 toneladas de residuos, haviam sido retiradas do CD e encaminhados por uma empresa de lixo ao Aterro Sanitário de Itapevi.

Na semana passada, a Cetesb recebeu diversas reclamações sobre o mal cheiro no local e realizou uma vistoria. “Na ocasião, constatou-se ainda que eram perceptíveis odores fora dos limites de propriedade da empresa, gerados pela decomposição dos alimentos que lá se encontravam, causando inconvenientes ao bem-estar da população vizinha”, informou a estatal.

Um morador de um bairro vizinho relatou que passou pelo local e relatou o incômodo. “Foi automática a dor de cabeça. Cheiro insuportável de carniça carne podre”, comentou W.S.

Uma moradora que reside a cerca de um quilômetro do galpão relatou o caso. “No Bonança estava esse cheiro no sábado a noite, 06. Insuportável”, desabafou Maria de Souza.

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A limpeza do local começou a ser realizado após a liberação do espaço pela Defesa Civil de Osasco que só ocorreu na última quarta-feira, 03, e segue sem data definida para término. “Devido às condições precárias do prédio e a complexidade dos trabalhos em algumas áreas, ele (Pão de Açúcar) não soube definir um prazo para a finalização da limpeza do local”, comentou a Cetesb.

A amônia, produto tóxico e nocivo ao ser humano, utilizada na refrigeração das câmaras frigoríficas estava sendo retirada do local por uma empresa contratada pelo Pão de Açúcar.

Em nota o GPA informou que “tem realizado aplicações diárias de produtos próprios para esse tipo de ocorrência com o intuído de minimizar o odor. Além disso, após as liberações dos órgãos competentes, foi iniciada a limpeza do terreno”, esclareceu.

O GPA explicou ainda que “o mau cheiro é ocasionado pela queima dos materiais orgânicos (como carnes) que estavam armazenados na central de distribuição. Tudo foi comprometido pelo incêndio e a remoção do restante desses resíduos depende de uma análise de segurança das estruturas da CD, que também foi comprometida. Até o final desta semana este trabalho começará a ser realizado”, completou em nota.

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“A preocupação neste momento é em fornecer assistência às famílias e limpar o terreno o mais rápido possível”, ressaltou a empresa.

A Cetesb disse que o Grupo Pão de Açúcar (GPA) será penalizada com um Auto de Advertência (AIIPA), por causar incômodos a população vizinha pela emissão de odores para atmosfera, gerados na decomposição dos alimentos que a mesma estocava no local.

Procurada a Prefeitura de Osasco não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre as questões sanitárias.

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